Atendimento domiciliar: Uma alternativa à internação de idosos em casas de repouso

A população brasileira está envelhecendo, conforme mostram as últimas projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que indicam a ocorrência de um funil etário para 2060, ou seja, mais idosos do que jovens no país. Hoje, temos mais de 30 milhões de pessoas com mais de 60 anos, e 54 milhões, se somar todas as com mais de 50. Sabendo disso, e entendendo que uma pessoa idosa necessita de cuidados especiais, é importante se preparar para oferecer esse suporte, que atualmente já pode ser concedido em casa.

A Atenção domiciliar, mais conhecida como home care, é uma alternativa à internação de idosos em asilos, casas de repouso ou clínicas geriátricas. Dessa forma, as famílias podem optar em cuidar do ente querido sem o desgaste da distância e o sentimento de culpa por retirá-lo de seu ambiente habitual. E o idoso, por sua vez, consegue viver em condições de maior autonomia e dignidade. É o que explica Leonardo Martins, médico coordenador da Pronep Life Care no Espírito Santo – marca do grupo Sodexo, e pioneira no serviço de Atenção Domiciliar no país.

“Optar por um tratamento médico em sua própria casa, próximo a seus filhos, netos e amigos, pode trazer uma série de vantagens aos seniores. Além de proporcionar alegria, aconchego e conforto emocional, os idosos tendem a responder melhor aos tratamentos médicos em seu lar, ao invés de casas de repouso. Manter o idoso dentro de casa também é mais seguro que um ambiente hospitalar, pois os riscos de astrogenias, eventos adversos e infecções são menores”, afirma o médico.  

Vale lembrar que, com as possibilidades comprovadas da circulação das novas variantes do novo Coronavírus (Covid-19) estarem circulando pelo Brasil, a alternativa de tratar os idosos em casa, torna-se neste momento, uma medida necessária. Segundo os dados divulgados na plataforma Painel Covid-19 do Governo do ES, o Estado já registra mais de cinco mil mortes por Covid-19 e o número de casos confirmados passa de 327 mil. Esses dois fatores implicam em um cuidado maior e menos circulação de pessoas nas ruas e nos hospitais. 

“A atenção domiciliar atua no cuidado e atenção ao paciente nas mais diversas necessidades como internação hospitalar especializada, assistência domiciliar por uma equipe multidisciplinar, troca de curativos, administração de medicamentos e cuidados paliativos. A equipe cria com os familiares um laço de parceria e confiança mútua para a promoção da saúde e bem-estar de todos que estão ao redor. Outro ponto positivo é a participação da família, um fator que pode tornar o tratamento menos angustiante e acelerar a recuperação”.

Saiba mais

De acordo com o Censo 2019/2020 do Núcleo Nacional das Empresas de Serviços de Atenção Domiciliar (Nead), realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o setor teve um aumento de 22,8% no país – o número de estabelecimentos saltou de 676, em junho de 2018, para 830 em dezembro de 2019.  

A Fipe estima ainda que, caso o setor de Atenção Domiciliar encerrasse seus serviços, seriam necessários 20.763 leitos hospitalares adicionais ao ano para os atendimentos que hoje são supridos pela atenção domiciliar. Esses leitos representam 4,87% do total de leitos hospitalares do país. Vale lembrar que em época de pandemia, liberar leitos de hospitais é fundamental para o tratamento da Covid-19